Muito se tem falado sobre o Coaching. Embora sua prática seja milenar, e já seja praticado nas organizações de forma sistemática há décadas...
por Luciano Lannes
Muito se tem falado sobre o Coaching. Embora sua prática seja milenar, e já seja praticado nas organizações de forma sistemática há décadas, agora parece ter sido re-descoberto e virou "moda". Os cursos e formações proliferam assim como os profissionais que oferecem tal produto.
Como vimos há muitos anos, ocorreu o mesmo com a utilização de jogos em treinamento. O uso desmedido e sem critérios por parte de muitos aventureiros fez com que várias empresas tenham verdadeiro horror ao treinamento com atividades vivenciais, pois as experiências negativas foram muito impactantes. Ainda bem que no treinamento a onda passou, como toda moda, e os profissionais sérios precisam agora fazer o rescaldo e re-conquistar a confiança dos RHs.
Voltando ao Coaching, segundo a ICF "International Coaching Federation", coaching é:
“Uma parceria continuada que estimula e apóia o cliente a produzir resultados gratificantes em sua vida pessoal e profissional. Por meio do processo de coaching, o cliente expande e aprofunda a sua capacidade de aprender, aperfeiçoa seu desempenho e eleva sua qualidade de vida."
A título de história, em 1972, Timothy Galloway, então um técnico de tênis, escreve o livro ‘The Inner Game of Tennis’. Nele, ele descreveu sua técnica, que consistia em fazer com que o atleta refletisse sobre pontos específicos de seu desempenho e quais as barreiras que encontrava para a produção de um resultado superior. Tudo isto através de perguntas específicas, e todo o processo em um ambiente de profundo compromisso técnico-atleta e reforço positivo de ações, atitudes e comportamentos. Os resultados que conseguiu foram muito superiores aos que obtinha com gritos e desqualificações, muito comum no mundo dos esportes.
Neste processo de Coaching existe o Coach, aquele que conduz o processo e o Coache, o cliente, que deseja maximizar seus resultados. Muito importante frisar que Coaching não é terapia, e não busca por explicações no passado da pessoa. Ele concentra-se no presente e no futuro.
Sua premissa é muito simples:
1 - existe um estado atual de situação, desempenho, habilidade ou comportamento, que não atendem às necessidades do cliente ou que ele deseja transformar, e...
2 - um estado futuro, que reflete um estado desejado seja de situação, desempenho, habilidade ou comportamento.
No processo de Coaching, o Coach irá auxiliar o Coache através de perguntas, a que este busque e encontre possíveis caminhos, avalie consequências e tome decisões objetivas com riscos calculados. O Coach não é um conselheiro, ele provoca e desafia a forma de pensar do Coache para que este veja por si novas possibilidades. Ele evidencia modelos mentais e faz com que o Coache tenha a oportunidade de evidenciar e avaliar crenças e valores e criará estratégias para reforçar algumas e mudar outras que o Coache creia necessário.
Pense no Coaching como um instrumento com um dos mais elevados retornos sobre investimento do mercado, pois atua diretamente na mudança de comportamento e foca o alcance de metas.
Seja criterioso, entretanto, com quem o oferece. A maior parte do processo de Coaching está baseado na sensibilidade, na experiência de vida e organizacional e na profunda habilidade de ouvir integralmente o que foi dito através do verbal e do não verbal.
Até breve, quando vou falar um pouco mais sobre o Coaching Executivo.
Luciano Lannes